Já se passou quase um mês desde que Mayzee Davies marcou seu primeiro gol como profissional.

Davies abriu o placar no confronto de volta entre País de Gales e Albânia, pelas Eliminatórias da UEFA para a Copa do Mundo Feminina da FIFA.

A defensora, que atua pelo City, marcou de cabeça na segunda trave aos 34 minutos de jogo. A partida terminou com uma vitória por 3 a 0 para as donas da casa, deixando o País de Gales um passo mais perto de se classificar para a sua primeira Copa do Mundo.

Não foi apenas o primeiro gol de Davies pela seleção, mas também o seu primeiro no futebol profissional — uma recompensa merecida para a jogadora de 20 anos, que retornou aos gramados no início deste ano após uma grave lesão no ligamento cruzado anterior (LCA).

“Foi incrível!”, disse Davies, com um sorriso radiante.

“Eu cresci passando pelas categorias de base do País de Gales — sub-15, sub-16, sub-17, sub-19. Representar meu país e marcar meu primeiro gol como profissional foi um momento de muito orgulho, não só para mim, mas também para a minha família.”

“Eu pensei: ‘Não pode errar!’. Porque, revendo o lance, parece um gol feito, mas quem me conhece sabe que o cabeceio não é o meu ponto forte. Então, eu só pensava em colocar a bola na rede, sem chance de erro. Sabia que aquele poderia ser um momento marcante, e felizmente deu tudo certo.”

A ocasião tornou-se ainda mais especial para Davies, já que o gol aconteceu em solo galês e pode fazer parte de uma campanha histórica para o seu país, que busca disputar a primeira Copa do Mundo de sua história no próximo verão.

Mas o toque especial foi saber que sua família estava assistindo das arquibancadas, incluindo sua avó.

Na entrevista concedida à BBC logo após a partida, ficou claro o quanto a família é importante para Davies; compartilhar esse momento com eles é algo que ela guardará para sempre.

“Acho que todos os jogos são importantes, mas quando você entra em campo e vê sua família e seus amigos na torcida, isso te dá um incentivo a mais”, continuou Davies.

“Minha avó esteve muito presente na minha trajetória. Quando eu era mais nova, ela costumava vir com meus pais a todos os meus jogos, o que era muito legal.”

“Durante a minha recuperação, ela também esteve sempre presente, assim como meus pais. Como hoje em dia ela não consegue comparecer a tantos jogos, acho que escolhi a partida certa para marcar meu primeiro gol. Foi algo muito especial e carinhoso, e acredito que ela tenha ficado orgulhosa.”

“Foi algo maravilhoso! Não importa o que eu tivesse feito; para ela, aquele teria sido o melhor gol que já viu.”

Muitas pessoas ficariam devastadas com as consequências de uma lesão no ligamento cruzado anterior (LCA) — no caso de Davies, isso a impediu de representar o País de Gales na Eurocopa de 2025.

No entanto, demonstrando uma maturidade e um equilíbrio impressionantes para a sua idade, ela expressou apenas gratidão por poder voltar a jogar futebol e alcançar marcos pessoais, como o gol marcado pela seleção galesa.

“É, sem dúvida, uma grande experiência (jogar pelo País de Gales)”, acrescentou Davies.

“O futebol internacional é algo muito importante. Tudo o que aprendo lá, trago para cá (ao City). Aqui, treino e jogo ao lado de grandes atletas, como a Bunny Shaw; tento absorver o máximo possível para levar à seleção, e, da mesma forma, trago o que aprendo lá para os nossos treinos aqui (no City).”

“Sinto que esse gol fechou um ciclo. Considerando tudo o que passei — o momento em que sofri a lesão e o fato de ter perdido a Eurocopa no verão passado —, marcar esse gol foi algo extremamente significativo.” “Naquele momento do jogo, precisávamos da segurança que os gols nos deram. Para mim, marcar foi como fechar um ciclo, estando em casa, com a minha família e a minha avó presentes.

“Acho que foi uma situação simplesmente perfeita.”