A contribuição de Nathan Aké para a temporada 2022/23 foi imensa.

O zagueiro holandês quase não errou ao longo de nossa temporada da tríplice, tornando-se uma escolha automática quando apto e até assumindo a função de lateral-esquerdo.

João Cancelo começou a temporada como nosso lateral esquerdo regular, com seu papel quase único no futebol moderno, mas ao longo do tempo, Pep Guardiola preferiu jogar com Aké nessa posição, até mesmo no lugar de John Stones que atuou como zagueiro com responsabilidades avançadas e criativas em 22/23.

As atuações de Ake não apenas impressionaram seu técnico, como tornaram quase impossível para ele deixá-lo de fora da equipe.

Ainda mais impressionante é o fato de Aké ser um zagueiro central de origem, mas sua atuação sólida e sensata como lateral-esquerdo foi excelente.

E, depois da melhor campanha de sua carreira, pergunte a qualquer pessoa ligada ao Clube e eles dirão que genuinamente não poderia ter acontecido com um cara mais legal.

Humilde e amigável, Aké também tem uma alma muito competitiva e embora tenha tido momentos impressionantes com o Chelsea e o Bournemouth no passado, a temporada 2022/23 foi aquela em que tudo parecia se encaixar para o atleta de 28 anos.

Seus primeiros dois anos no City foram marcados por lesões que dificultaram a sua colocação no time.

No total, ele jogou 40 vezes entre 2020 e 2022, enquanto na última temporada ele fez 41 partidas, ou seja mais do que as duas primeiras temporadas juntas.

Em uma equipe recheada de superestrelas, Aké chegou à lista dos três finalistas do Etihad Player of the Season, obtendo milhares de votos para terminar atrás apenas do vencedor Erling Haaland e do vice-campeão Kevin De Bruyne.

Talvez o respeito recebido, para não mencionar sua popularidade, tenha sido ilustrada pela partida em que foi aplaudido de pé pelos fãs do Bournemouth, quando ele voltou ao Vitality Stadium em fevereiro passado.

Uma análise estatística de Ake em 2022/23 permite vislumbrar por que ele se tornou um componente tão importante de uma equipe que acabaria se tornando campeã da Inglaterra e da Europa.

Nenhum jogador do City venceu mais duelos do que Nathan, que triunfou em 72% dessas batalhas.

Ainda mais impressionante é sua média de 27,4 passes para frente bem-sucedidos a cada 90 minutos, sendo o melhor nesse requisito na última temporada da Premier League.

Ele foi o quarto defensor com melhor classificação em passes bem-sucedidos feitos em 90 minutos (72,9) na Premier League, atrás dos companheiros de equipe Ruben Dias e Manuel Akanji e também de Lewis Dunk, do Brighton.

Suas marcas na Liga dos Campeões 22/23 são excelentes.

Ele lidera a lista de duelos aéreos, vencendo 14 de 15 e sua taxa de sucesso de 76,3% em todos os duelos vencidos fica atrás apenas de Nico Schlotterbeck, do Borussia Dortmund, que é uma fração superior ao nosso versátil jogador holandês.

Por último, mas não menos importante, a estatística mais notável de todas é que Aké teve uma média de 17,5 passes de quebra de linha a cada 90 minutos da Liga dos Campeões, o que é mais do que qualquer defensor na competição, perdendo apenas para os meio-campistas Toni Kroos (22,4 ) e Marco Verratti (17,6).

Isso ilustra por que ele se tornou parte integrante do plantel de Guardiola e por que foi nomeado titular no triunfo mais icônico do clube, contra a Inter.

“Aprendi nessa temporada que quando você joga contra (Bukayo) Saka, Vinicius (Jnr), (Gabriel) Martinelli, (Mohamed) Salah ou (Sadio) Mane, você precisa de um defensor adequado para vencer duelos um contra um”, comentou Guardiola.

‘“Na Liga dos Campeões, nesse nível, eles precisam ir para cima para tentar passar por você e o Nathan nos deu aquele impulso que não tinhamos no passado.”

Em suma, foi uma temporada notável de um jogador que em campo conquistou o seu respeito e popularidade.