A mudança do seu clube de infância Aston Villa para jogar pelos campeões da Premier League exigiu grande adaptação, já que o talentoso meia-atacante esquerdo precisou absorver a filosofia de Pep Guardiola e encontrar seu papel na equipe.
Não foi fácil, até porque se tornar o jogador de futebol mais caro da história britânica trouxe consigo sua própria pressão e expectativas.

Mas isso já ficou no passado. Ficou evidente desde o primeiro jogo da temporada 2022/23 que as férias de verão e a hora de reavaliar chegaram no momento perfeito para Jack, que parecia revigorado e cheio de fé novamente.

Embora ninguém duvidasse de seu talento, poucos poderiam imaginar o quão importante ele se tornaria para o time do Manchester City e o grande papel que ele desempenharia na busca dos Blues pela imortalidade no futebol.
Depois de um ano de adaptação, Jack agora conhecia seus companheiros de equipe e a maneira como eles jogavam.
Ele também entendeu o que seu técnico queria dele e qual era o seu papel.

Livre das algemas mentais que impediram seu progresso em sua primeira temporada, o verdadeiro Jack Grealish emergiu.
A primeira diferença real que se notava, além da confiança, era a liberdade com que jogava.
Cada vez que ele pegava a bola, parecia que seu primeiro instinto era atacar o lateral e ele fez exatamente isso ao longo da temporada.
Ele conquistou praticamente a vaga de ponta esquerda e se tornou um membro integrante da escalação inicial de Guardiola.
As estatísticas também confirmam essa importância e como!

Quando o Grealish nsaiu jogando o City venceu 78% dos jogos disputados em todas as competições, 39 vitórias em 50.
Nos 11 jogos que Jack não jogou, os Blues venceram apenas 46%, cinco em 11.
Suas 11 assistências o coroaram terceiro melhor armador, apenas atrás de Kevin De Bruyne (28) e Riyad Mahrez (13), ele é um jogador muito envolvido na transição pouco antes do gol.
Ele criou incríveis 46 chances de gol para seus companheiros de equipe na liga, superadas apenas pelas 69 do KDB.

Com a popularidade alta desde o início, Jack se tornou uma espécie de alvo no ano passado.
Sua habilidade para sofrer falta em posições perigosas, segurar a bola e ganhar tempo para seu time é inigualável na Premier League e as 126 faltas que sofreu em todas as competições é a maior de qualquer jogador da Premier League.
Sua média de controle de bola foi de 320 metros por 90 minutos também é a maior da Premier League em 2022/23.

Ele raramente perde a posse de bola, com 88% de seus passes chegando ao destino, mais do que qualquer outro ponta da primeira divisão inglesa.

Essas não são apenas estatísticas excelentes, elas são as melhores da categoria.
Jack também começou a jogar muito bem na Liga dos Campeões, criando 35 chances no total, mais do que qualquer outro jogador na competição e o maior número desde as 37 chances criadas de Dusan Tadic em 2018/19, sendo que 20 delas foram feitas sob alta pressão de um oponente.
Suas 272 carregadas de bola também foram as maiores da competição.
Tudo se soma a uma temporada impressionante para a ex-estrela do Villa, que cresceu em estatura como um dos maiores talentos do mundo e teve a temporada de sua vida.
Ganhar a Liga dos Campeões foi um sonho de infância que se tornou realidade, assim como foi ganhar a FA Cup e se tornar um campeão da Premier League.

Um personagem irreprimível fora do campo onde é adorado pela equipe do clube, pela equipe de futebol e seus companheiros de equipe, Jack joga futebol com um sorriso no rosto, mas nunca subestime o trabalho duro e o profissionalismo que fizeram dele um dos jogadores ingleses mais brilhantes.
Ele ganhou mais do que o direito de vestir a camisa 10 dos campeões da Europa.