Ederson chegou à sua partida de número 200 com a camisa do Manchester City no Parc des Princes, em Paris, pela Liga dos Campeões.
Desde que chegou a Manchester no verão de 2017 proveniente do Benfica, ‘Eddie’, hoje com 27 anos, tornou-se peça fundamental para o sucesso da equipe. Até aqui, foram três títulos da Premier League, quatro Copas da Liga consecutivas, uma FA Cup e duas Community Shields.
Além disso, a nível individual, Ederson já conquistou duas vezes a Luva de Ouro da Premier League (2020 e 2021), sendo o goleiro que mais vezes ficou sem tomar gols no campeonato, tendo sido incluído na seleção da temporada da Players Association em 2019 e 2021.
A nível internacional, o goleiro do City soma 16 jogos como titular desde a estreia pelo Brasil em 2017 – e nos últimos meses tornou-se primeira opção no gol da seleção brasileira.
Na última Copa América, ‘Eddie’ foi a aposta de Tite em quatro dos sete jogos disputados, incluindo quartas de final, semifinais e a final contra a Argentina.
Ederson chegou a Manchester em 2017 para completar a mudança de ciclo no gol da equipe que começou com a chegada de Claudio Bravo no verão anterior. Ambos introduziram um novo conceito de goleiro no clube pela mão de Pep Guardiola.
Ederson personifica a reinvenção do papel dos goleiros na última década, agora possuindo uma nova dimensão que condiciona o jogo de toda a equipe.
A evolução do futebol tem aumentado a importância dos goleiros, ofensivamente e defensivamente, com as mãos e também com os pés, que são fundamentais na saída da bola e também nas transições.
“Com os pés ele é o melhor”, chegou a assegurar Pep Guardiola. “Acho que ele é o melhor que já vi, por causa de sua habilidade de passe, seu movimento de bola”.
“Manuel Neuer e Víctor Valdés também foram muito bons, mas a qualidade de passe de Ederson é única”.
O caminho de Ederson para o sucesso também tem sido de aperfeiçoamento. Quando foi descartado da base do São Paulo, já tinha chamado a atenção do Benfica, que abriu as portas da sua academia de juniores e do futebol europeu para o jovem de 16 anos.
Os primeiros passos como profissional em Portugal vieram com a camisa do Rio Ave. No regresso a Lisboa, partilhou o vestiário com o compatriota Júlio César, outra referência entre goleiros brasileiros de sucesso internacional, tradição iniciada nos anos 1990 com Taffarel e continuada com Dida até os tempos atuais de Ederson, Alisson ou Weverton.
O goleiro do City cresceu idolatrando Rogério Ceni, o goleiro que marcou 131 gols em 25 anos de carreira no São Paulo. “Ele foi meu único ídolo e minha grande inspiração”, reconheceu Ederson em diversas ocasiões, tendo crescido assistindo Ceni em sua casa em Osasco.
Ederson começou no futebol como lateral-esquerdo da escola de futebol Champions Ebenézer FC. No futsal foi sempre o escolhido para atuar como goleiro, criando superioridade numérica na quadra.
Gilberto Lopes, o Giba, recomendou a um amigo sua contratação pela base do São Paulo. Aos treze anos, já se destacava como goleiro do clube pela agilidade debaixo da trave e precisão com o pé.
“Na base do Benfica joguei alguns jogos como meio-campista, e não destoava”, reconheceu Ederson em uma ocasião com sorrisos.
Suas habilidades raras e muito desejadas no futebol moderno, sua consistência e sua ética de trabalho fizeram de Ederson um dos goleiros do momento no cenário internacional.
Todos no Manchester City querem dar os parabéns a Ederson por este marco e desejar-lhe boa sorte no futuro.