o que aconteceu
A visita do Manchester City ao Selhurst Park começou com os Blues botando pressão na equipe londrina. O que seria raro, já que normalmente o time da casa é o que pressiona após o pontapé inicial, porém estamos falando de uma partida entre o 14º contra o 3º da tabela.
Teríamos nós escolhido a intensidade errada para começar o jogo? Talvez sim, foi em uma das tentativas de passes verticais que o City perdeu a bola e num contra-ataque de apenas um passe que deixou Mateta cara a cara com o nosso goleiro, o Palace inaugurou o placar. O camisa 10 da equipe de Londres finalizou no pé da trave sem chances para Ortega. Começamos atrás.
Mas os blues não diminuíram o ritmo. Um cruzamento perigoso do Kevin de Bruyne buscando Haaland na pequena área foi desviado e a bola sobrou para Rodri, nosso volante meteu o pé nela de primeira e acertou o cantinho do gol, mas Henderson se esticou todo e empurrou a bola para fora do seu curso. Por pouco não empatamos.
E num passe de mágica, De Bruyne empatou o jogo como se fosse a coisa mais fácil do mundo. Jack Grealish levou a defesa para a linha de fundo e passou para KDB entrando na área. Ele cortou o zagueiro ainda pela esquerda da área e meteu a bola no ângulo oposto com a precisão de um arqueiro. Partida empatada por 1 a 1 com 14 minutos de bola rolando.
Uma grande chance fez a esperança da virada palpitar nos corações Citizens, bola metida para Erling Haaland cara a cara com Henderson, e o Norueguês ajeitou o corpo, bateu firme, mas o goleiro adversário conseguiu desvendar o lado que o nosso atacante bateria, afastando o perigo dali. Isso nos fez pensar, será que o nosso camisa 9 vai tirar a ‘zica’ hoje? Em no máximo 71 minutos teríamos essa resposta.
Retornamos com Gvardiol sendo substituído por Akanji. Na primeira chance de arrancada, ele subiu em direção à grande área, soltou a bola para Grealish pela esquerda e o nosso camisa 10 cruzou. Na tentativa de afastar o perigo a zaga do Palace acabou entregando de bandeja a bola para Rico Lewis e ele chutou com força para o fundo da rede para virar o jogo logo no início da segunda parte. Não poderia ser melhor.
Haaland garantiu que um passe de cabeça de Kevin De Bruyne não saísse pela linha de fundo e deu o tapa para Julián Álvarez na marca do pênalti, nosso argentino bateu rasteiro e a bola acabou explodindo em um zagueiro que estava caído no chão desde o lance anterior. Por um detalhe não ampliamos nossa vantagem.
Grealsih encontrou De Bruyne correndo na linha de fundo com um passe entre as pernas do marcador, o belga viu o nosso centroavante voando para a primeira trave e passou uma bola rasteira, só para o nosso viking fazer o seu reencontro com os gols e por fim, aos 67 minutos de jogo tirar a zica e mandar a seca de gols para longe.
E como se não fosse o suficiente, Grealish puxou a marcação para a linha de fundo e passou para Rodri, que só pisou na bola para Kevin De Bruyne enfiar o sapato nela e estufar a rede no fundo do gol do Henderson pela segunda vez na partida, levando o placar a 4 a 1 para o City. Placar seguro? Sim. O City queria mais? Sim. Seguimos pressionando.
Rodri e Álvarez foram substituídos por Matheus Nunes e Kovacic, uma clara tentativa de Pep Guardiola de descansar o elenco para o que virá a seguir, nada mais nada menos que Real Madrid e City, pela Champions League.
Edouard diminuiu a diferença de gols em mais um contra-ataque a cinco minutos do fim do tempo regulamentar. Ele tomou a frente de Rúben Dias para aproveitar o cruzamento e com apenas um toque na bola marcou o segundo do Palace.
O árbitro anunciou sete minutos de prorrogação. Após um minuto corrido, Guardiola decidiu poupar o homem do jogo, Kevin de Bruyne e substituí-lo por Bernardo Silva. Com essa mudança veio a ordem clara de segurar o jogo para garantir o resultado, já que quando tivemos o menor lapso de relaxamento, sofremos um gol.
E assim garantimos um bom saldo de gol e os necessários três pontos para nos manter na corrida pelo topo da Premier League 23/24, deixando a responsabilidade nas mãos dos nossos adversários Arsenal e Liverpool em vencer suas partidas.
TimeS
PALACE XI: Henderson, Ward, Mitchell (Clyne 75’), Lerma, Ayew (Olise 74’), Eze (Schlupp 64’), Munoz, Mateta (Edouard 74’), Anderson, Hughes (Ahamada 82’), Wharton
Subs: Matthews, Tomkins, Ozoh, Umeh-Chibueze
CITY XI: Ortega Moreno, Lewis, Stones, Dias, Gvardiol (Akanji 46’), Rodrigo (Kovacic 74’), De Bruyne (c) (Bernardo 90’), Bobb, Alvarez (Nunes 74’), Grealish, Haaland
Subs: Ederson, Doku, Gomez, Foden, Susoho
o que isso significa
A vitória de hoje nos coloca em segundo da tabela da Premier League. Ultrapassamos o Arsenal e agora estamos empatados em pontos com o líder Liverpool, apenas atrás no saldo de gols.
Os Blues estão com 70 pontos junto com os Reds, com os Gunners dois pontos atrás com 68.
No entanto, isso pode mudar, com o Arsenal viajando para Brighton no início desta noite às 17h30 (Reino Unido) e o Liverpool enfrentando o Manchester United em Old Trafford no domingo, começando às 15h30 (Reino Unido).
O City fez o seu trabalho, vamos ver como se saem os nossos dois rivais pelo título.
a seguir
Muito poucos torcedores do City precisarão ser lembradas de qual será nossa próxima tarefa.
É o Real Madrid na terça-feira, com início às 20h00 (Reino Unido) no Santiago Bernabéu, no jogo de ida das quartas de final da Liga dos Campeões.
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