Turner jogou futebol em diversos países mas apenas agora está disponível a seguir a sua ambição de jogar em altas competições, graças ás positivas alterações na equipa feminina, que criou novas oportunidades que de outra forma nunca teriam surgido.

 “A atitude em relação ao futebol feminino está a mudar e isso é fantástico”, disse ela. “Quando eu tinha 18 anos, eu jogava na equipa nacional e usávamos o equipamento masculino, mas agora os jogos estão a tentar seguir o rumo dos E.U.A. Isso é evidente quando vemos os jogos internacionais.”

"A nova estrutura da League, é em particular, muito boa. Está a tornar os jogos muito mais competitivos e está a dar oportunidades aqueles jogadores que não foram capazes de alcançar a elite, a oportunidade de fazê-lo agora - como eu.”

"Eu tenho 29 anos e eu estou a jogar futebol profissional. Foi-me dada essa oportunidade.  Cada vez mais existem equipas nas camadas superiores do futebol feminino, o que irá permitir que mais mulheres possam jogar e as coisas só podem melhorar."

Turner despertou o interesse para o futebol aos sete anos de idade e sempre foi uma constante na sua vida. A jogador do meio-campo admite que sem o futebol, a sua vida teria sido muito diferente.

"Desde muito cedo que o futebol tem sido uma grande parte da minha vida", declarou ela. " Tive oportunidades que de outra forma nunca teria tido.”

"Foi isso que me levou para a University de Southern Mississippi, em 2003, e eu fiquei mais dois anos, para jogar como semi-profissional.

 “Para ser sincera eu sinto que devo algo ao futebol pois fez muito por mim”

...Kim Turner..

 

Após uma prolongada estadia nos Estados Unidos, Turner viajou para a Islândia onde jogou pelo Grindavik, antes de se mudar para o Manchester. Ela esteve apenas um ano no City até ser transferida para o Blackburn em 2010 por um período de três anos no clube de Lancashire.

Em 2013, a jogador da Irlanda do Norte voltou para o Blues e agora aguarda ansiosamente o início da época de 2014.

"Estou a sentir-me bem", disse ela sorrindo. "Eu não sou uma jogadora a tempo inteiro, por isso eu não posso treinar todos os dias como todas as outras, mas sinto-me animada.

"Estamos a integrar-nos muito bem e as novas contratações instalaram-se bastante bem. Este clube é muito aberto e ninguém é mais do que ninguém.”

"Como equipa e apesar de ainda não termos discutido objetivos específicos , eu tenho certeza que todos nós queremos alguns troféus. No campeonato , queremos terminar o mais alto possível e ser bastante competitivas.”

"Eu quero jogar todas as semanas. Eu sei a qualidade que temos, não vai ser fácil, masfaremos com que  todos trabalhem muito."

Turner nasceu em Belfast e admite que ter que fazer malabarismos entre o emprego a tempo inteiro e  o futebol pode ser um grande desafio, já que ela é uma das jogadoras do City sem contrato profissional. 

turner

“Fora do futebol, eu sou instrutora de fitness e um gerente de um ginásio”, revelou. "Eu trabalho a tempo inteiro - 40 horas por semana - mas trabalho por turnos o que ajuda, pois eu posso trabalhar aos fins-de-semana para treinar durante a semana.”

"O meu trabalho é bastante flexível e eles  apoiam-me  no que eu faço, mas eu tenho de lá estar para eles também. Eu tenho que dar tanto no meu trabalho como dou ao City e equilibrar as duas coisas.”

"Fora do futebol, eu gosto de viajar.  Já viajei muito - com o futebol e de férias. Eu gosto de ampliar a minha mente e de perceber como as outras culturas vivem.”

“Para ser honesta, não tenho muito tempo para hobbies, com um emprego a tempo inteiro e com os treinos cinco vezes por semana! Mas, de  momento, é o que eu tenho de fazer e eu sei que tenho a sorte, de o poder fazer!”

Boa sorte Kim!