O cenário é perfeito para o Manchester City sonhar: abrir a fase de grupos da UEFA Champions League em casa, diante da torcida, três dias depois de vencer o maior rival no campo adversário, o que manteve os 100% de aproveitamento em seis partidas na temporada e a liderança isolada da Premier League.
É assim, embalado, que os Blues recebem o Borussia Mönchengladbach no Estádio Etihad, depois de conquistar um importante triunfo por 2 a 1 sobre o Manchester United, no Old Trafford, no último domingo. A caminhada na chave pelo título inédito começa às 19h45 desta terça em Manchester e em Lisboa e às 15h45 de Brasília.
O desafio será manter o alto nível de desempenho diante de um time alemão bem organizado pelo também jovem técnico André Schubert, de 45 anos, a mesma idade de Pep Guardiola.
Somar todos os pontos em casa passa a ser primordial ao fazer parte do Grupo C ao lado de Barcelona, Celtic e do Mönchengladbach, adversários que costumam dificultar para os visitantes.
“O Borussia tem time e técnico corajosos, uma das melhores equipes da Europa. Se deixarmos eles jogarem, eles têm muita qualidade. O sorteio foi difícil para nós, claro que por causa do Barcelona, mas também por ter o Mönchengladbach. Eles são muito inteligentes. Os jogadores do meio são muito ofensivos, o contra-ataque é brilhante, como um típico time alemão”, analisou Pep na véspera do embate.
A principal novidade no time será o retorno de Sergio Aguero ao comando de ataque depois de o camisa 10 cumprir contra o United a primeira das três partidas que está suspenso na Premier League. Claudio Bravo fará sua estreia na Champions League pelos Blues, e o mesmo deve acontecer com Leroy Sané, que debutou pelo clube em Old Trafford e já demonstrou qualidade. Por outro lado, Guardiola não confirmou se Ilkay Güngodgan e Vincent Kompany, em processo de condicionamento físico após lesão, serão aproveitados pela primeira vez.
A tendência, portanto, é que o City não seja muito diferente da seguinte formação: Claudio Bravo; Sagna, John Stones, Otamendi e Kolarov; Fernandinho, David Silva, Kevin De Bruyne, Sterling e Nolito; Aguero.
Kevin De Bruyne no jogo contra os alemães, em dezembro de 2015.
O Borussia Mönchengladbach, um velho conhecido
Embora não tenha os mesmos 100% de aproveitamento na temporada, o Gladbach do brasileiro Raffael tem um bom início de jornada, com quatro vitórias - uma delas sobre o Bayer Leverkusen - e apenas uma derrota. Se o City teve de passar pelo Steaua Bucareste nos play-offs da UCL, os alemães eliminaram o Young Boys da Suíça, com 9 a 2 no placar agregado.
Raffael anotou quatro dos nove gols e é o goleador da equipe no torneio. O perigoso Hazard fez outros três.
“O City tem um time muito forte. Jogamos contra eles no ano passado, e não é fácil enfrentar equipes com tanta qualidade, especialmente com De Bruyne e Aguero na frente. A parte mais difícil vai ser do meio de campo deles para frente”, disse Raffael, que se contentaria com um empate em Manchester. “Claro que sim. Sendo o primeiro jogo, fora de casa, e ainda contra o City...Seria bom”.
No ano passado, o Gladbach não teve essa sorte. Perdeu para o City tanto na Alemanha - 2 a 1, também no jogo de abertura da chave -, como na Inglaterra, por 4 a 2, resultado que garantiu o City como primeiro do grupo.
Fernandinho toca com estilo na vitória por 2 a 1, na Alemanha, em outubro de 2015.
Contra o Bayern de Munique de Pep, as lembranças são bem melhores na última temporada: triunfo por 3 a 1 no Borussia Park e empate em 1 a 1 na Allianz Arena, resultados insuficientes para impedir o tricampeonato do catalão na Bundesliga.