Engana-se quem pensa que as perspectivas para o time de Pep são desanimadoras após quatro tropeços. A equipe ainda tem 76% de aproveitamento e quer voltar a triunfar.

Engana-se quem pensa que as perspectivas para o Manchester City são desanimadoras depois da derrota por 4 a 0 para o Barcelona, na última quarta-feira, no Camp Nou, pela Champions League. Embora os números frios do placar sugiram um time totalmente dominado pelos catalães, o bom futebol apresentado pelo City antes da expulsão de Claudio Bravo, no início do segundo tempo, indica o caminho oposto e, por isso, não há motivo para desconfiança e incerteza para um time com dez vitórias, dois empates e duas derrotas na temporada – 76% de aproveitamento.

Mesmo sem vencer há quatro partidas, os Sky Blues tiveram momentos de ótimo jogo coletivo em Barcelona e no empate em 1 a 1 com o Everton, no jogo anterior. Assim, não será surpresa alguma se no confronto deste domingo com o Southampton, às 13h30 de Manchester e de Lisboa (às 10h30 de Brasília), a equipe de Josep Guardiola conseguir transformar um possível domínio do embate em resultado positivo no Estádio Etihad. O duelo é válido pela nona rodada da Premier League, e o City é o líder da competição, com 19 pontos. Os Saints têm 12, na oitava colocação.

Uma vitória em casa manterá o tabu de 12 anos a favor do City contra o Southampton, que foi derrotado nos últimos cinco jogos em Manchester, de onde não sai vencedor desde abril de 2004.

“Vocês se lembram das nossas 10 primeiras vitórias em que vocês (jornalistas) disseram que nós venceríamos os quatro títulos? (risos). Eu disse que nós não estávamos prontos. Mas se vocês querem um culpado para a derrota em Barcelona, eu sou o culpado”, sentenciou Guardiola.


 

A principal dúvida na equipe de Guardiola tem relação com Sergio Aguero, artilheiro do time na atual campanha, com 11 gols. Com o objetivo de aumentar a pressão na saída de bola do Barça, Pep iniciou o jogo da última quarta com o argentino no banco de reservas. Estratégia esta que deu certo com David Silva, Nolito, Sterling e Kevin De Bruyne na linha ofensiva. No domingo saberemos se esta formação foi circunstancioal, apenas para o duelo com os catalães, ou se passa a ser um sistema a ser adotado regularmente pela comissão técnica.

Na defesa, o treinador não terá os dois laterais mais experientes: Bacary Sagna se recupera de lesão, e Pablo Zabaleta se machucou durante o revés na Espanha. O jovem Pablo Maffeo, de 19 anos, surge como opção para o setor.

Southampton

Os Saints também vêm de um resultado negativo em competição europeia: na última quinta-feira perdeu para a Inter de Milão na Europa League, por 1 a 0, na Itália. Se pelo menos o City se mantém na segunda colocação do Grupo do C da Champions League, o que significa estar na zona de classificação, o clube do sul da Inglaterra vive situação mais complicada. O resultado os mantiveram apenas na terceira posição do Grupo K da Europa League, sendo que os dois primeiros passam para a próxima fase.

“Nós não merecíamos perder, mas temos de aproveitar melhor as chances que temos. Podemos também optar por outras possibilidades, mas a nossa identidade de jogo tem de ser mantida”, afirma Claude Puel, sucessor de Ronald Koeman no comando técnico. “Vai ser difícil vencer tendo apenas dois dias de intervalo entre os jogos, mas é nossa obrigação estar prontos”.

Na Premier League, o oitavo lugar representa apenas duas posições abaixo da sexta posição alancaçada ao fim da temporada passada – o melhor do desempenho do clube em todos os tempos.

Puel mostra resultados imediatos mesmo com as saídas de três dos principais jogadores da temporada passada: Victor Wanyama, Sadio Mané e Graziano Pellè. Os dois últimos deixaram os Saints como goleadores do time no último campeonato, com 11 gols cada.

Por outro lado, Fraser Forster segue como dono da meta, Virgil Van Dijk como uma das lideranças na defesa, além de Steven Davis como peça-chave no meio de campo. No ataque, Charlie Austin é o homem-gol, com quatro bolas na rede em sete partidas.


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