Paulo Andrade (narrador dos canais ESPN e a voz da Premier League no Brasil)
“Muito difícil imaginar o que vem aí na nova temporada da Premier League. A constelação de técnicos importantes, os investimentos, o Leicester, o legado do campeonato interior... difícil imaginar em que intensidade esses fatores vão influenciar no desempenho dos clubes favoritos. O City, certamente, está entre eles. A contratação mais badalada está no banco de reservas, e o campeonato inglês é o maior desafio da carreira de Pep Guardiola. A qualidade e a energia do espanhol imagino que devam contagiar o elenco caro, mas que desde a temporada passada vinha mostrando que precisa de uma motivação e rumo técnico e tático diferentes.”
Daniel Dórea (editor de esportes do Jornal A Tarde)
“Do lado vermelho, a personalidade forte e as polêmicas de José Mourinho, Ibrahimovic e certamente Pogba também. Do azul, o bom moço Guardiola, desafeto de Mou, no comando de um time leve e repleto de jogadores talentosos. Esta temporada da Premier League, caso não se repita o ‘fenômeno Leicester’ com os próprios Foxes ou qualquer outro time menos votado, tem tudo para ser protagonizada por uma excitante disputa entre as potências de Manchester. As boas possibilidades de título do ascendente Tottenham, do estruturado Arsenal e do Liverpool do inquieto Jurgen Klopp deixam o campeonato ainda mais imprevisível e interessante, o melhor que se pode esperar na Europa em 2016/17. Nunca foi tão difícil apostar em alguém, e não se pode mais duvidar de ninguém.”
Javier Freitas (Blogueiro do City no site da ESPN Brasil)
“As expectativas não poderiam ser maiores. O City provavelmente fez a sua melhor janela de transferências em muito tempo e tem o melhor treinador dos últimos 20 anos à beira do gramado. Embora ainda seja um time em processo de formação e adaptação à filosofia de Guardiola, devemos considerar que o City é, sem sombra de dúvida, o principal favorito à conquista da Premier League.”
Ulisses Neto
(apresentador do Deu Liga, canal do YouTube de três jornalistas brasileiros que moram em Londres dedicado à cobertura do futebol europeu.)
“Estamos aqui na Inglaterra há mais de seis anos e nunca tínhamos visto uma temporada da Premier League ser tão aguardada. O clássico de Manchester ganhou outra dimensão com as chegadas de Pep Guardiola e José Mourinho. É verdade que o português sai na frente por já ser um especialista em futebol inglês. Mas Guardiola está mostrando que pensa a longo prazo em suas contratações ao trazer Leroy Sané e Gabriel Jesus. Se conseguir fechar com John Stones, como se especula, os Citizens terão futuro garantido.”
Ivan Dias Marques (Jornalista do Correio da Bahia)
“Começar a ser treinado por Pep Guardiola é como voltar para a escolinha ou para a divisão de base para a maioria dos jogadores. Não vai ser diferente com o Machester City nessa temporada.”
“São ideias, táticas, técnicas e toda uma percepção diferentes do futebol. Quem conseguir captar a linha de pensamento de Pep, sai na frente por uma vaga entre os 11 titulares. Em 2016/2017, o City começou diferente. Ao invés dos milhões gastos em jogadores, o foco foi o treinador.”
“Também, os anos se passaram e toda a expectativa de se tornar um dos maiores clubes europeus não vingou. É preciso mais. E, finalmente, entendeu-se que não basta um grupo grande de atletas. Diversos clubes possuem grandes grupos, com jogadores capazes de decidir um jogo. É preciso unir a qualidade em campo com a liderança fora dele. E isso, os Citizens terão com Pep. Mas é bom avisar. Nem todos ficarão satisfeitos. Em Munique, se cobrou muito sobre as ‘invenções’ do treinador espanhol (jogar sem zagueiros, inverter laterais).”
“Pep nunca foi uma unanimidade entre os fanáticos do Bayern e não deverá ser também no lado azul de Manchester. Se o clube se prepara para começar a mudar seus destinos (incluindo aí a contratação de jovens promissores como Gabriel Jesus e Leroy Sané, e não de grandes estrelas), essa mudança também passa por uma abertura de seus torcedores. Aviso: expectativas demasiadas costumam causar frustrações na mesma proporção. Ou seja, é preciso resilência.”