Comecemos por Sergio Aguero...
Resumo da Temporada:
Com a derrota na final da Copa do Mundo diante da Alemanha já para trás das costas, Agüero regressou mais tarde a Manchester para iniciar os treinos de pré-temporada, sob o comando de Manuel Pellegrini. O novo técnico do City concedeu alguns de férias adicionais aos seus jogadores que disputaram a fase final do torneio no Brasil.
A temporada do atacante começa com um golo decisivo frente ao Newcastle, naquela que foi a jornada inaugural do campeonato. Kun saltou do banco durante o segundo tempo para resolver um jogo que estava complicado para os campeões em título. Embalado pelo golo marcado, e à semelhança do que havia ocorrido na primeira partida, o argentino voltou a entrar e a marcar frente ao Liverpool, dando o melhor começo a uma temporada que se revelaria memorável.
Agüero começava assim a campanha da melhor forma, fazendo oito golos em quatro partidas, que o colocavam na luta pelo melhor marcador da Premier League. No mês de novembro o atacante contava já 10 golos em nove partidas.
Durante o mês que se seguiu adicionou mais oito golos à conta pessoal, elevando o seu total para 18 em todas as competições. Neste número incluíam-se os hat-tricks frente aos Spurs e Bayern Munich. Mas a sorte do atacante estava perto de acabar. Agüero contraiu uma lesão ao esticar-se para alcançar uma bola na partida frente ao Everton, e viu-se forçado a abandonar, em lágrimas, o terreno de jogo. Como antes, a maldição das lesões voltava a bater-lhe à porta, pondo fim àquela que aparentava ser a melhor forma da sua carreira.
Mas cinco semanas depois ele estaria de volta aos relvados, ainda que o regresso aos golos só tenha acontecido em fevereiro, na vitória por 4-1 em Stoke, quase dois meses depois da lesão contraída. Sergio parecia não conseguir encontrar o caminho da baliza, não tendo feito qualquer tento nas seis partidas que disputou durante o mês de março. Porém, o atacante acabou por afinar a pontaria partindo para a um final de temporada memorável, tendo marcado nove golos nas últimas sete partidas, e terminando a liga com um invejável registo de 32 golos em 37 aparições.
Ponto mais alto:
É difícil escolher! Entre os quatro golos marcados aos Spurs, ou o magnífico hat-trick frente ao Bayern Munich, mas talvez o último, pela importância que teve, fique ligeiramente à frente neste particular.
Poderia ter feito melhor?
Não parece justo pedir mais a um atacante que tenha feito 32 golos numa temporada. Ainda assim é impossível não nos questionarmos se caso o jogador não se tivesse lesionado contra o Everton, e tendo em conta a forma em que se encontrava, se esse número não poderia ter sido facilmente de 40 ou mais golos. A lesão e consequente perca de forma significaram um intervalo de 13 partidas, entre os dois golos apontados frente ao Sunderland no início de dezembro, e os dois em fevereiro diante do Stoke. Se ponderarmos todos estes fatores, a resposta final sobre se poderia ter feito melhor: Sim, certamente!
Porque merece ele o seu voto:
Os golos que apontou ajudaram o City a ultrapassar alguns momentos mais conturbados e catapultaram a equipe para a segunda posição final na Premier League. Preterido da nomeação para a Equipa do Ano para a PFA pelo quarto ano consecutivo, Kun seria um justo vencedor do prémio Jogador da Época do Etihad.
Opinião da imprensa:
Bayern Munich: “Agüero merece todo o crédito pela sua perseverança, tenacidade e a capacidade de aguentar a pressão e o choque, antes de sair a correr com a bola controlada.” – afirmou Daniel Taylor do The Guardian
Tottenham: “As obras de Mozart podem deixar um homem em lágrimas, mas Sergio Agüero não lhe fica atrás. Comparação fetia pelo próprio treinador do Tottenham, Mauricio Pochettino, na antevisão à partida, procurando assim enaltecer o talento do argentino.”
“Talvez o treinador deva ser mais comedido nos seus elogios no futuro, já que Agüero teve uma exibição inspiradíssima. O atacante esteve sublime e Pochettino, no final da partida, encontrava-se dividido, num misto de emoções. Mas essencialmente frustrado por ter sido impotente para contrariá-lo.” – Rob Draper, Mail on Sunday
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