Um ano depois de provar o amargo da derrota no Brasil, o atacante sente que tem contas a ajustar na final da Copa América que se disputa na noite de sábado.
Kun admitiu não ter estado ao melhor nível no Mundial de 2014, devido a uma série de lesões com que se havia debatido durante esse ano, mas nesta Copa América, a história é bem diferente.
De facto, o atacante arrisca-se a aliar a Bota de Ouro conquistada esta temporada na Premier League a outra nesta competição.
O seu mais recente golo, um cabeceamento fantástico ao minuto 80, na vitória contundente na semifinal por 6-1 frente ao Paraguai, esta terça-feira, eleva a sua conta para três golos no torneio - menos um que Eduardo Vargas.
Porém, e como não poderia deixar de ser, o atacante de 27 anos está mais preocupado em ajudar a Albiceleste a levantar o troféu, do que em conseguir qualquer tipo de título individual.
“Sinto-me melhor do que no Mundial!” – confessou Agüero.
“Tive quatro lesões em 2014, e contraí outra na primeira partida, frente à Nigéria.”
“Nunca escondi que depois do que se havia passado no Mundial eu queria dar o meu melhor. Não pude mostrar a minha melhor forma lá, mas agora sinto-me bem. É uma espécie de dívida de procuro saldar.”
“É uma enorme honra alcançar a final, especialmente da forma que o fizemos.”
“Voltámos para o segundo tempo a jogar da forma que jogámos no primeiro e isso garantiu-nos a vitória.”
“Quando eles reduziram para 2-1, lembrámo-nos dos erros cometidos na fase de grupos, e que prometemos que não se repetiriam!”
#ARGxPAR Mirá los goles de @aguerosergiokun y @G_Higuain https://t.co/avZyGs0vrW
— Selección Argentina (@Argentina) 1 Juillet 2015
Martin Demichelis começou de início pela terceira vez no torneio nesta vitória na semifinal, contribuindo com a habitual segurança no centro da defesa.
“Micho”, como é carinhosamente apelidado, poderá repetir a presença como titular na final, em detrimento de Garay que se encontra lesionado.
Após a partida, o defesa deixou no ar que o resultado pesado era ligeiramente enganador, e que a equipa do Paraguai se encontrava bastante fatigada depois da heroica exibição em que eliminaram o Brasil.
“É um orgulho ter podido ajudar a equipa, ainda mais com uma boa exibição. Contudo, sabíamos que o Paraguai se havia desgastado imenso contra o Brasil e pagaram a fatura disso, ao tentar fazer o mesmo connosco,” – disse Demichelis.
“Estavam um pouco cansados e creio que não conseguiram alcançar o nível de pressão que pretendiam, e que haviam demonstrado na competição até este ponto.”
“Conseguimos manter-nos fortes na retaguarda mesmo após o 2-1, e fomos felizes ao adicionar mais quatro golos ao placar no segundo tempo.”
O anfitrião, Chile, será o próximo adversário no caminho da Argentina, este sábado, na caminhada para o seu primeiro título na prova em 23 anos.
Será finalmente este o ano da Argentina?