O atacante francês de 18 anos, cujo sonho é seguir as pegadas do lendário Thierry Henry, tem vindo a evoluir a passos largos, sob o comando do ex-campeão do mundo, Patrick Vieira. Esta temporada, como não poderia deixar de ser, o jogador pretende continuar com o bom trabalho desenvolvido até agora nos juniores da academia.
Se restavam dúvidas sobre a confiança que o City tinha no potencial do jovem jogador, essas foram desfeitas, em virtude da duração do contrato agora assinado.
“Foi uma proposta que não podia recusar. Tinha dois anos de contrato restantes com o clube, mas ofereceram-me a possibilidade e ficar até 2020,” disse Ambrose.
“O facto de se quererem comprometer comigo por mais cinco anos transmite-me enorme confiança. Sinto-me em casa, aqui, e tenho vontade de continuar a crescer e a aprender.”
Com apenas 15 anos, Ambrose, deixou França, e trocou o Auxerre pelos Blues. Os onze golos que fez em apenas dezassete partidas pelos sub-21 são prova viva do seu talento. Esse número até poderia ter sido mais elevado, mas um ombro deslocado fez com que o jogador ficasse de fora da competição desde janeiro.
O jogador mal pode esperar por regressar aos trabalhos esta temporada, e a sua tenacidade e capacidade técnica certamente farão dele, um dos favoritos entre os adeptos do City.
“Gosto imenso da vida em Manchester. É um facto que o tempo nem sempre é o melhor, mas não é muito diferente daquele que temos em Paris, onde eu cresci”, afirmou.
Gosto das pessoas, dos fãs e principalmente da atmosfera que se vive no Etihad.
...Thierry Ambrose...
“Quando era mais novo vivíamos num local chamado Sens, perto de Paris. Contudo, o bairro onde morávamos não era muito bom, e os meus pais decidiram mudar-se para Auxerre, que era sem dúvida uma cidade melhor e mais segura, para mim e para os meus irmãos crescermos.”
“Cheguei ao Auxerre com apenas nove anos, e com quinze, já marcava imensos golos pela equipa de sub-19. Foi nessa altura que o City me veio buscar.”
Ambrose teve uma estreia para esquecer pela equipa sénior ao lesionar-se com gravidade num braço, numa partida disputada no princípio do ano em Abu Dhabi, frente ao Hamburgo.
“Fiquei incrédulo. A minha família estava a ver-me pela TV e todos eles ficaram transtornados com o sucedido”, disse o jogador. “Tentei um pontapé acrobático e caí de forma estranha. É algo que jamais voltarei a tentar!” – Acrescentou.
“Mas tudo isso ficou para trás e agora estou ansioso pelo começo da pré-temporada. Sei que tenho de ser paciente, mas estou ansioso por trabalhar duro nos sub-21, e quem sabe se no futuro melhores coisas virão.”
“Até pode ser que o clube decida ceder-me durante esta temporada, para que o meu desenvolvimento possa aconteça noutro lado, à semelhança do que aconteceu com colegas meus. Se tal acontecer, irei, pois acredito que se trata do melhor para mim e para o clube. Mas por agora, quero dar o meu melhor aqui, e ver até onde isso me leva.”
É impossível não por os olhos em jogadores como o Marcos Lopes e o Jason Denayer, que saíram por empréstimo a temporada passada, e este ano voltaram, capazes de reclamar um lugar na primeira equipa.
...Thierry Ambrose...
“Ter o Patrick Vieira como mentor é fantástico. Ele é um ótimo treinador e teve um percurso brilhante no mundo do futebol. Toda a gente o respeita. Ele traz o fator especial à equipe e é uma honra poder jogar para ele.”
“A meu ver, o objetivo esta época passa por evitar lesões, trabalhar imenso, e jogar o máximo número de partidas possível pelos sub-21.”
“Temos um grupo fantástico e esperamos ir o mais longe possível na Uefa Youth League. Estamos um ano mais velhos e isso tem de contar como experiência.”
Ambrose, à semelhança do seu ídolo, Henry, é dotado de grande velocidade, e é um finalizador nato. Um jogador a manter debaixo de olho.