Andriy Yarmolenko
Começamos, como não podia deixar de ser, pelo homem golo do Dínamo esta temporada, tanto na Champions League como na Liga Ucraniana. O atacante leva já oito golos em quinze partidas (domésticas), e a sua boa forma já fez despertar interesse em Inglaterra.
Os rumores apontam a uma eventual saída, com Everton, Arsenal e Chelsea a serem encabeçados como os principais interessados.
Dotado de um físico impressionante e conhecido pela sua capacidade de remate, velocidade, criatividade e versatilidade, Yarmolenko, cuja estreia pelo clube ocorreu em 2008, numa partida contra o Vorskla Poltava, precisou apenas de oito minutos para fazer o gosto ao pé e impressionar a crítica e os fãs.
Com a chegada do treinador Valeriy Gazaev o atacante ganhou a titularidade. Mais tarde nesse ano, foi contemplado com a sua primeira presença pela seleção nacional, marcando na vitória por 5-0 sobre a Andorra.
Os títulos pelo clube não tardaram a chegar, tendo o jogador de vinte e seis anos conquistado a nível interno, até à data, duas Ligas, duas Taças, três Supertaças, além de vários outros prémios individuais, entre os quais se destacam o de Futebolista Ucraniano do Ano (2014/2015) e o Líder das Assistências na Liga Europa.
Aleksandar Dragovic
O possante defesa é outra das estrelas em Kiev que fez despertar o interesse em terras de sua majestade.
Dragovic iniciou a carreira de sénior no clube sua cidade natal, o Áustria Viena FC, com apenas 17 anos, e fez a sua estreia internacional apenas um ano mais tarde, antes de se transferir para os suíços do Basileia onde acabaria por conquistar uma da Taça/Copa Suíça, e três títulos de campeão da Liga.
Conhecido pela sua capacidade de leitura do jogo, foi ainda considerado o Melhor Defesa da Liga e figurou no Onze Ideal da Fase de Grupos da Liga Europa em 2012.
No verão seguinte, o jogador transferir-se-ia para o Dínamo.
Aqui, ajudou a equipe a sagrar-se campeã da Ucrânia, titulo que fugia há seis anos, e tornou-se presença indispensável na defesa de Kiev.
Miguel Veloso
Descrito como um médio de toque fino e de extrema consistência, o português tem vindo a disfrutar de enorme sucesso na equipe.
Durante cinco anos ao serviço do Sporting Clube Portugal, onde começou a dar os primeiros passos da sua carreira futebolística, conquistou quatro troféus – além do título de campeão da 2ª Liga Portuguesa, aquando do empréstimo ao Olivais e Moscavide no seu primeiro ano como sénior.
As boas exibições despertaram o interesse do treinador, assim como dos fãs, e na sua estreia, numa partida da Champions League frente ao Inter Milão, o jogador conseguiu impedir que Figo e Patrick Vieira pudessem ter impacto no jogo dos italianos, acabando o Sporting CP por vencer a partida por 1-0, e Miguel por receber o prémio de Melhor em Campo.
Oleksandr Shovkovskiy
Um daqueles jogadores que já não existem. Daqueles que jogam por amor à camisola.
O guarda-redes/goleiro ucraniano tem mais jogos pelo clube do que qualquer outro jogador na história. Proveniente das camadas jovens do clube, o dono das redes do Dínamo estreou-se pela primeira equipe com apenas 19 anos, em 1993.
Um ano mais tarde, face às boas exibições, mereceu a primeira chamada à seleção ucraniana.
O seu 100º jogo na Champions League chegaria durante o verão de 2011, e até hoje permanece o titular da baliza do clube.
Ao todo conta com mais de 34 troféus ao serviço do Dínamo.
Reconhecido especialista na defesa de grandes penalidades, tornou-se o primeiro guarda-redes/goleiro a manter as redes intactas durante um desempate pela marcação de penaltis, no Campeonato (ou Copa, no Brasil) do Mundo em 2006.
É o terceiro jogador com mais internacionalizações de sempre, pela Ucrânia, só atrás de Andriy Shevchenko (ex-Chelsea) e Anatoliy Tymoshchuk. Shovkovskiy abdicou da seleção em 2012, mas até 2013 era seu o recorde de mais minutos sem conceder golos.
Younes Belhanda
O franco-marroquino iniciou a carreira no Montpellier, apesar de com apenas treze anos já despertar o interesse de muitos outros clubes.
Na academia do clube, o jogador foi transformado num médio de características mais defensivas, antes de merecer a chamada à Equipa de Reservas para disputar (e ganhar) o troféu Coupe Gambardella, tendo jogado todas as partidas.
A par de outros talentos, foi presenciado com um contrato profissional e a promoção à equipe principal. Belhanda voltou assim à sua posição natural de médio mais ofensivo, tendo sido muitas vezes equiparado a Robert Pires.
Aquando da sua estreia (decorria a temporada 2009-2010), o jogador acusou a pressão e demorava a demonstrar as qualidades que havia evidenciado nas camadas jovens.
Contudo, o seu treinador, Rene Girard, optou por colocá-lo mais à frente ainda no terreno de jogo, passando a jogar atrás do atacante.
Esta decisão provou-se acertada e passado pouco tempo o jogador demonstrava a sua veia goleadora, ao ajudar o Mentpellier a conquistar o título da Ligue 1 pela primeira vez na história.
Belhanda foi eleito para o Onze do Ano, Melhor Jogador Jovem do Ano, foi o autor do Golo do Ano em França e conquistou ainda o prémio Marc-Vivien Foe.
Apesar do interesse demonstrado por vários clubes ingleses, o jogador preferiu ingressar no Dínamo, em Julho de 2013, onde continuou a sua carreira de sucesso, conquistando os títulos de Campeão da Liga e Taça/Copa da Ucrânia.